Com Lula e Flávio Bolsonaro empatados nas pesquisas, o mercado financeiro já sente o peso da incerteza. Dólar, Selic e inflação estão na berlinda — e o cidadão comum é quem mais paga essa conta.
A menos de cinco meses do início oficial da campanha, as eleições presidenciais de 2026 já dominam conversas — e não apenas nos bastidores da política. No mercado financeiro, nas mesas dos analistas e até na fila do supermercado, a pergunta é a mesma: o que vai acontecer com o Brasil dependendo de quem ganhar?
A pesquisa Datafolha de 12 e 13 de maio, porém, conta uma história diferente no segundo turno: Lula e Flávio Bolsonaro aparecem tecnicamente empatados, ambos com 45%. Isso significa que, na prática, nenhum dos dois pode cantar vitória — e essa incerteza é exatamente o que faz o mercado tremer.
— Helena Veronese, economista-chefe da B.Side Investimentos
- Uma eleição com resultado imprevisível pode elevar a cotação do dólar de forma significativa, aumentando o preço de produtos importados e pressionando a inflação.
- Com a taxa já em 15%, qualquer sinal de frouxidão fiscal por parte do próximo governo pode obrigar o Banco Central a manter os juros altos — encarecendo crédito e financiamentos.
- Especialistas alertam que a inflação de serviços, mais resistente, pode dificultar o recuo dos preços ao longo de 2026 independentemente do resultado eleitoral.
- O mercado de trabalho deve passar por um leve ajuste, com desemprego subindo marginalmente — mas ainda abaixo da média histórica, segundo projeções da FGV/IBRE.
O ponto central do debate, em qualquer cenário, será o compromisso fiscal do próximo governo. Analistas de diferentes espectros concordam em um ponto: quem vencer precisará apresentar um plano econômico crível — ou o mercado apresentará a conta.
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