Internacional
Trump pede calma aos negociadores enquanto o mundo acompanha com expectativa o desfecho de conversas que podem redesenhar o Oriente Médio
O mundo político está com os olhos voltados para as negociações entre os Estados Unidos e o Irã. Neste domingo, o presidente Donald Trump surpreendeu ao afirmar que orientou seus representantes a não apressarem um acordo — horas depois de declarar que o entendimento já estava "em grande parte negociado". A oscilação nas declarações gerou ampla especulação na mídia internacional sobre quando e como o anúncio oficial virá.
"As conversas estão avançando de forma ordenada e construtiva. Ambos os lados precisam tomar seu tempo e acertar os detalhes."
— Donald Trump, via Truth Social, 25 de maio de 2026O que está sobre a mesa
A proposta em discussão é ambiciosa: prevê o encerramento formal do conflito, a reabertura do Estreito de Ormuz — uma das mais importantes rotas de exportação de petróleo do mundo — e o compromisso iraniano de abrir mão de seu estoque de urânio altamente enriquecido. Em seguida, haveria 30 dias de negociações aprofundadas sobre o programa nuclear iraniano.
Segundo a Axios, Trump comunicou ao primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu que os mediadores estariam elaborando uma "carta de intenções" — documento que poderia encerrar formalmente as hostilidades e dar início a essa fase mais detalhada das negociações.
Os bastidores diplomáticos
A movimentação diplomática é intensa. O marechal de campo paquistanês Asim Munir visitou Teerã no último sábado e se reuniu com altos funcionários iranianos. O Paquistão reportou "progressos encorajadores". A Arábia Saudita, por sua vez, havia solicitado aos EUA que adiassem qualquer nova ação militar contra o Irã até após o período do Hajj, que se iniciou em 24 de maio.
Trump, em tom direto, já havia declarado que via apenas dois caminhos possíveis: um ataque mais contundente do que qualquer outro já realizado, ou a assinatura de "um acordo bom". A postura firma a narrativa de um presidente que busca um legado diplomático de peso no Oriente Médio — ao mesmo tempo em que mantém a pressão máxima sobre Teerã.
Por que isso importa para o mundo
Um eventual acordo redefiniria as relações de poder no Oriente Médio, reduziria os riscos de proliferação nuclear e teria impacto imediato nos preços globais do petróleo. O fechamento ou reabertura do Estreito de Ormuz afeta diretamente as economias de países consumidores de energia em todo o mundo — incluindo o Brasil.
Ainda há muita incerteza. As negociações são frágeis, os interesses são múltiplos e o histórico de rupturas é longo. Mas, por ora, o mundo aguarda — e observa — cada nova postagem no Truth Social.
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